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Mynt

Transformando o banquês em criptolinguagem

Revisão da linguagem da Mynt para tornar a experiência de compra e venda de cripto mais clara, moderna e acessível para diferentes níveis de conhecimento.

Espaço reservado para uma imagem de abertura do case.

01 - Contexto

Contexto do projeto

Quando entrei na Mynt, o app já estava no ar e continuava em desenvolvimento. A linguagem havia crescido junto com o produto, sem um padrão muito definido.

O resultado era uma experiência inconsistente. Em alguns pontos, o texto era duro e bancário; em outros, mais amigável. Havia também mensagens pouco claras e a suposição de que quem usasse o app já entenderia o universo cripto.

Mas a Mynt também queria alcançar quem estava começando.

02 - Problema

O desafio

O principal desafio era simplificar sem perder precisão e criar uma linguagem que funcionasse para dois públicos ao mesmo tempo: quem já conhecia cripto e quem queria comprar pela primeira vez.

A Mynt precisava soar moderna, segura e próxima, como alguém que entende do assunto sem transformar cada tela em uma aula.

Para isso, o conteúdo precisava abandonar parte da lógica bancária e se aproximar da linguagem do próprio mercado cripto.

03 - Linguagem

Falando a língua do produto

Comecei analisando referências nacionais e internacionais de investimentos e cripto para entender como as principais plataformas nomeavam ações, ativos e informações.

Mudanças pequenas alteravam bastante a percepção da experiência. “Cotação”, por exemplo, dava lugar a “preço”. Em vez de “Investir”, os CTAs passavam a ser “Comprar” e “Vender”.

A ideia era fazer a Mynt falar como um produto de cripto, não como um produto bancário adaptado para cripto.

Mesmo para iniciantes, isso ajudava: ao comparar plataformas, o usuário encontraria o mesmo vocabulário e começaria a criar familiaridade com aquele universo.

Espaço para comparar termos e CTAs antes e depois da revisão.

04 - Jornadas

Revisando jornadas, não só frases

O trabalho aconteceu aos poucos, acompanhando as demandas do produto. Em alguns momentos, porém, revisávamos jornadas inteiras do começo ao fim.

Nessas revisões, eu observava mais do que frases isoladas: continuidade entre etapas, consistência de tom, clareza sobre o que acontecia na tela e qual seria o próximo passo.

Muitas vezes, a informação existia, mas estava incompleta ou mal organizada.

Em alguns casos, a hierarquia também precisava ser reconstruída. Um título de destaque não dizia nada relevante, enquanto a informação principal estava escondida no subtítulo. O conteúdo ajudava a reorganizar a mensagem.

Espaço para mostrar uma jornada revisada e a reorganização da hierarquia de conteúdo.

05 - Erros

Erros que orientam

As mensagens de erro eram um dos pontos em que a falta de orientação pesava mais.

Em um produto bancário mais conhecido, a pessoa já possui algum repertório para decidir o que fazer quando algo dá errado. Em cripto, isso nem sempre acontece.

Por isso, mantivemos nos títulos uma lógica próxima à do banco, mas fizemos o subtítulo carregar a orientação necessária, explicando com precisão o que fazer sem criar um bloco longo de texto.

A mensagem não deveria apenas dizer que algo deu errado. Precisava ajudar a pessoa a sair daquela situação.

Espaço para mostrar como as mensagens passaram a orientar o próximo passo.

06 - Clareza

Simples sem ser superficial

Outro princípio recorrente era deixar claro o que a pessoa precisava fazer naquela tela, sem depender de jargão.

Isso valia para jornadas e conteúdos educativos. Alguns textos eram prolixos, então o trabalho era reduzir até restar o que ajudava a compreender ou decidir.

Ao mesmo tempo, simplificar não significava empobrecer. A linguagem precisava continuar precisa o suficiente para não afastar quem já conhecia cripto.

07 - Confiança

Confiança nas transações

Compra e venda eram momentos especialmente sensíveis.

Como não existe a materialidade de uma moeda física, surgem dúvidas sobre o que aconteceu com o dinheiro, onde está o ativo e se a operação foi concluída.

Nessas jornadas, clareza e confiança precisavam ser máximas. O conteúdo deveria reduzir incerteza e deixar a experiência previsível em cada etapa.

Espaço para uma sequência de telas de compra ou venda de cripto.

08 - Motion

Quando a interface não bastava

Algumas novidades e funcionalidades também precisavam de uma apresentação mais chamativa do que apenas um novo texto na interface.

Propus pequenos vídeos em motion exibidos quando o usuário abria o app. A ideia era apresentar rapidamente o que havia de novo, explicar seu valor e mostrar como usar a funcionalidade.

A proposta foi bem recebida e se tornou recorrente. Escrevi diversos roteiros para vídeos que passaram a acompanhar lançamentos e novidades.

Espaço reservado para um motion ou sequência de frames usada no lançamento de uma funcionalidade.

09 - Restrições

Trabalhando dentro das restrições

Como produto financeiro, a Mynt também precisava lidar com conteúdos legais e regulatórios.

Havia informações obrigatórias, mas liberdade para reescrever sua forma. O desafio era incorporar essas exigências sem quebrar a coesão da experiência ou transformar a linguagem em texto jurídico.

O conteúdo precisava continuar parecendo parte do produto.

10 - Resultado

O que mudou

Com o tempo, o time passou a contar comigo como uma referência para tornar o conteúdo mais inteligível e coerente.

Além de revisar textos, eu apontava problemas de fluxo e estrutura. Algumas sugestões alteraram a experiência, inclusive com novas telas quando faltava contexto antes de uma ação.

O trabalho ajudou a transformar um produto que falava cripto para iniciados em uma experiência mais clara para diferentes níveis de conhecimento.

11 - Aprendizados

Aprendizados

Como entrei quando o app já estava em desenvolvimento e no ar, parte do trabalho foi harmonizar e corrigir decisões que já existiam.

Hoje, eu entraria mais cedo na construção. Definiria padrões desde o início, testaria mais com usuários e documentaria melhor as decisões para reduzir retrabalho.

Esse projeto reforçou para mim que simplificar não é retirar informação. É entender o que a pessoa precisa saber naquele momento e construir a experiência para que ela consiga seguir em frente com segurança.